INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE A HISTÓRIA DA IGREJA PRESBITERIANA INDEPENDENTE DO BRASIL (IPIB)

            A Igreja Presbiteriana Independente do Brasil foi organizada em 31 de Julho de 1903, como resultado de conflitos internos na Igreja Presbiteriana do Brasil, fundada por missionários norte-americanos, em 12 de agosto de 1859. O primeiro missionário presbiteriano que deu origem a essa Igreja no Brasil foi Ashbel Green Simonton, proveniente do Seminário de Princeton, nos Estados Unidos. Ele organizou a primeira Igreja Presbiteriana no Rio de Janeiro em 1863. A Igreja Presbiteriana cresceu no Brasil, expandindo-se em todas as regiões do país. Isto também significa que de igual modo multiplicaram-se os pastores para a manutenção das igrejas locais e campos missionários. Surgiram vários pastores nacionais, com cultura acadêmica e liderança diferenciadas. Entre esses pastores, destacamos os Reverendos Eduardo Carlos Pereira, Otoniel Mota, Alfredo Borges Teixeira, Vicente Themudo Lessa, Caetano Nogueira, entre outros.

            Foram causas determinantes da separação da Igreja Presbiteriana do Brasil e a organização da Igreja Presbiteriana Independente, a Questão da Maçonaria, a Questão Educativa e a Questão Missionária. A maioria dos missionários que dirigia a Igreja era constituída de maçons; vários pastores e presbíteros brasileiros entendiam que há incompatibilidade entre a fé cristã e a maçonaria. Na questão educativa, Eduardo Carlos Pereira entendia que a preparação de pastores para a Igreja Presbiteriana do Brasil deveria ser feita em um Seminário específico, com base efetiva na cultura brasileira, sem a influência do Mackenzie, por exemplo, na época fortemente influenciado pela cultura dos norte-americanos. Na Questão Missionária, a divergência entre líderes brasileiros e americanos era gritante. Sob a liderança de Eduardo Carlos Pereira, os brasileiros entendiam que a obra missionária deveria ser realizada de maneira direta, isto é, através da pregação direta do Evangelho, e não como faziam os jesuítas no trabalho de catequese para a conversão dos nativos.

            Na Plataforma lançada pelos brasileiros, seus principais pontos apontavam para a independência absoluta ou soberania espiritual da Igreja; desligamento dos missionários dos presbitérios nacionais; declaração oficial da incompatibilidade entre a maçonaria e o evangelho; a conversão das missões nacionais em missões presbiteriais ou autonomia dos presbitérios na evangelização de seus territórios; a educação sistemática dos filhos da Igreja pela Igreja e para a Igreja. Essa Plataforma, foi apresentada ao Sínodo da Igreja Presbiteriana na época, mas foi rejeitada na maioria de seu conteúdo. Os missionários norte-americanos não se dispuseram a deixar a liderança e reconhecer a soberania da Igreja nacional. A maioria dos pastores brasileiros aceitaram essa situação porque além de outros fatores, também dependiam economicamente dos missionários estrangeiros. Uma minoria de líderes, porém, corajosamente, pastores e presbíteros, preferiram sair da Igreja Presbiteriana do Brasil. Desta forma surgiu a Igreja Presbiteriana Independente do Brasil; uma Igreja Brasileira e soberana!

            Atualmente a IPI do Brasil está presente em quase todas as regiões do país. Tem bom relacionamento com a Igreja Presbiteriana do Brasil, de quem também é parceira ao honrar a tradição calvinista reformada. Algumas decisões de sua Assembléia Geral têm sido referência no contexto do protestantismo brasileiro: aderiu à ordenação feminina (pastoras, presbíteras e diaconisas); reconhece as uniões estáveis de casais para efeito de membresia; está filiada a organizações ecumênicas internacionais como o Conselho Mundial de Igrejas; admite a unção com óleo para a cura de enfermos; defende a dignidade humana, a justiça social,  e, acima de tudo, prega Jesus Cristo como único e suficiente Salvador. 

Texto extraído do site www.encontrocomaesperanca.com.br