NINGUÉM FALOU ASSIM

02/11/2012 10:03

    Lemos no Evangelho de Jo 7:37-53 o episódio quando as autoridades judaicas mandaram soldados para prenderem Jesus quando Ele estava ensinando o povo.

    Pois bem, essas autoridades que enviaram soldados para tal missão, aguardavam o retorno deles com o "criminoso" preso. Mas, para surpresa deles, os guardas voltaram  sem Jesus, com a missão  por cumprir. Questionados, a única coisa que puderam responder foi: - "Nunca homem algum falou como este homem!"

    Amados, na verdade ninguém até hoje falou e ninguém jamais falará como Jesus. O Senhor tem palavras de vida eterna.

    As palavras de Cristo são poderosas. Poderosas para mudar situações, poderosas para transformar os corações, para levar as pessoas ao arrependimento.

    As palavras de Jesus são poderosas para produzir salvação. Foi assim com Zaqueu, quando Jesus lhe ordenou que descesse daquela árvore onde ele havia subido para vê-lo passar, porque o Senhor deveria pousar em sua casa. O final do encontro foi maravilhoso: "Hoje entrou salvação nesta casa!" Foi assim também, com a mulher pecadora, prestes a ser morta por apedrejamento. Disse-lhe Jesus: "Eu não te condeno: vai e não peques mais!" O mesmo aconteceu com o ladrão que era crucificado ao lado de Jesus. As últimas palavras do Senhor foram de salvação: "Hoje mesmo estarás comigo no Paraíso!"

    As palavras de Jesus dão alegria e conforto. Num mundo onde, por várias razões, é difícil vermos alguém com alegria genuína no coração, as palavras de Jesus alegram, de verdade, o coração.

    Os consultórios dos psicólogos, psiquiatras, analistas, estão cheios de pacientes com este sintoma: Nada alegra, nada conforta, nada anima. São pessoas ansiosas, deprimidas, vivem em sobressalto.

    Foi com estes sintomas que um homem entrou no consultório de um desses profissionais da saúde, e abriu o coração, falando de sua permanente tristeza e angústia. Após ouvi-lo, o doutor lhe recomendou alguns programas de lazer para relaxamento, uma "terapia de alegria" para o paciente tenso, ansioso, preocupado. Sugeriu-lhe que fosse ao cinema ver um filme muito divertido que estava em cartaz, depois, que fosse assistir uma comédia num teatro da cidade a fim de dar boas gargalhadas, procedimentos que de nada adiantaram, pois, ele continuava triste.

    Foi então que o médico lhe deu uma última "receita": Vá assistir ao espetáculo de um circo recém chegado à cidade, onde há um palhaço que realmente faz rir não só as crianças, mas a toda a platéia. Vá lá, dê boas risadas, você vai melhorar muito.

    O paciente então respondeu: - Creio que não adiantará nada doutor. O palhaço daquele circo sou eu! Durante os espetáculos faço as pessoas rirem, mas depois, entro em meu camarim e choro de tristeza.

    É assim mesmo, muitos estão com um sorriso nos lábios, mas, cheios de dor no coração.

    As palavras do Senhor alegram mesmo em meio as tempestades, lutas, provações, e até na hora da morte. Foi como partiu para a eternidade o amado Alfredo, em Porto Velho. Ao chegar o momento de sua partida, após longos anos de sofrimento, durante uma visita do seu pastor no hospital, disse: - "Não chore, eu quero que o senhor leia o meu predileto, o 23." Depois da leitura ele pediu: -"Agora cante o meu hino." Com a voz embargada o pastor cantou o hino cuja letra dizia: "Junto a Ti, Junto a Ti. Quero andar contigo sempre, na jornada minha aqui." Ao término da música, esboçando um sorriso de confiança e alegre, dormiu no Senhor.

    Foi pensando nesta alegria que o cristão genuíno tem que J. Sebastian Bach escreveu a linda música: "É Jesus minha alegria, / Meu prazer, consolo e paz. Ele, as dores alivia, / E minha alma satisfaz. / É Jesus meu sol fulgente, / Meu tesouro permanente. / Eu, por isso o seguirei, / E jamais o deixarei." Jesus, Alegria dos Homens, é o título da música.

    Receba a Jesus como Salvador e Senhor e experimente o que é alegria verdadeira, alegria que não acaba mais. "Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos." Fp. 4:4. A maior alegria é a alegria da salvação em Cristo.

 

Texto extraído do livro Moral da História de Luciano Breder

20/11/2012