O VASO E O OLEIRO

09/10/2013 15:04

 

Em seu coração o homem planeja o seu caminho, mas o Senhor determina os seus passos. (Pv. 16.9)

Leitura Bíblica: Jeremias 18:1-6

    Todos nós queremos ter o controle da nossa vida: executar aquilo que planejamos e fazer o que pensamos ser o melhor. Mas e quando os nossos planos não são os mesmos de Deus? Nesses casos, podemos fazer valer a nossa vontade ou a dele. E adivinhe de qual dessas escolhas nós mais gostamos? Até oramos "Seja feita a Tua vontade", mas na verdade fazemos de tudo para que aquilo que queremos aconteça primeiro. Porém, é preciso entender que nem sempre o que quero é o melhor para mim. Eis o motivo porque muitas vezes Deus não permite que nossos desejos e sonhos se realizem, para nosso próprio bem.

    Temos dificuldade para confiar em que a vontade de Deus seja perfeita e trará benefícios. Ela é o melhor caminho, mas preferimos seguir pelo trajeto que nós mesmos traçamos para nossa vida. Por causa disso, às vezes precisamos ser quebrantados para aprender a confiar mais no Senhor e para que Ele nos transforme no que devemos ser. A comparação do vaso de barro e do oleiro nos ajuda a entender por que tantas vezes Deus deixa que passemos por momentos difíceis. Deus é oleiro e nós somos o barro. Isso quer dizer que Ele é quem tem controle sobre nós e fará uma maravilhosa obra em nossa vida. Enquanto é moldado, nem sempre o vaso sai como o oleiro quer. Mesmo assim ele não desiste de sua obra. Para deixá-lo mais perto da perfeição, pode precisar quebrar o vaso para fazer um novo.

    Somos como um vaso que talvez precise quebrar para ser transformado por Deus. Ele sabe do que realmente precisamos e o que é o melhor para a nossa vida. Quando nos desviamos de seu perfeito plano para nós, Deus nos quebranta por meio de alguma situação. É sua maneira de chamar a nossa atenção para o maravilhoso propósito que Ele tem para cada um de nós e nos redirecionar a Ele.

 

Quando Deus nos remodela, sabemos que valemos a pena para Ele.

 

Texto extraído do livro "O Pão Diário" nº 14.